Calha Norte: Ponto fraco da integridade territorial

AmazoniaA radicalização do regime de Maduro rumo a ditadura comunista reforça, aqui do lado brasileiro, a necessidade de uma atenção especial à calha norte, ou seja, toda aquela imensa região amazônica ao norte dos rios Solimões e Amazonas que faz fronteira com diversos países, tais como, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana francesa e que pode ser utilizada para atividades criminosas, ou outras que afetem os interesses nacionais.

Toda esta região, escassamente povoada e riquíssima em recursos naturais inexplorados, além da exuberante fauna e flora de valor incalculável, tem despertado o interesse de governos estrangeiros, das Nações Unidas e de organizações não governamentais; interesses estes não somente de natureza ambiental, mas também de proteção dos povos indígenas. Estas ações protetivas podem perfeitamente ocultar interesses adicionais que atentem contra a soberania nacional. As Nações Unidas, por exemplo, reconhecem o direito à autodeterminação dos povos que manifestarem este interesse. Um movimento deste tipo, bem articulado, por meio de agitação política planejada destas populações, poderia desencadear na região um processo de reivindicação de autonomia, ou de independência política. Por este motivo há que se observar com atenção para a criação desordenada de reservas indígenas que abarcam territórios imensos escassamente povoados. Há fortíssimos indícios de exageros nas delimitações dessas reservas, principalmente durante os governos petistas. Portanto, até uma revisão das dimensões das atuais reservas deveria ser efetuado.

Há também que se garantir e reforçar a presença do Estado com serviços básicos e principalmente com os recursos de saúde e educação nos 95 municípios de fronteira, como também dar o mesmo apoio em todas as comunidades indígenas que habitam reservas e que manifestarem interesse. Não se pode permitir que organizações não governamentais de interesses duvidosos atuem livremente na região sem fiscalização. O Estado deve estar presente e ser o principal provedor de recursos e apoio humanitário.

Esta situação revela a necessidade do governo Bolsonaro elaborar um novo plano de ocupação humana na região, criando núcleos populacionais e bases militares em locais estratégicos para reforçar a soberania nacional, dificultando, dessa forma, a interferência de potências estrangeiras, organizações criminosas, grupos armados de outros países, e o combate ao desmatamento ilegal. A simples ocupação dificultaria sobremaneira eventuais planos de internacionalização da região.

Esta ocupação planejada seria uma excelente oportunidade para se aplicar novas tecnologias de menor impacto ambiental, que garantiriam a sobrevivência autônoma ou semi-autônoma de pequenas cidades em regiões distantes ou isoladas. Serviria também para o desenvolvimento e aplicação de tecnologias militares de vigilância e controle, bem como, para o aprofundamento dos estudos sobre o aproveitamento racional da biodiversidade local.

Raimundo Oliveira

Cientista Social

Sobre Oliveira

I'm a Social Scientist interested to study and provide analysis of global relevant issues. I'm bachelor in Social Sciences at Federal Fluminense University, and also earned Logistics degree from Paulista University and postgraduate in Business Management at INPG / Castelo Branco University, Brazil. For professional contact send an email to rrsoliveira@hotmail.com
Esse post foi publicado em Opinião, Política Nacional e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe uma réplica

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s