A República dos Bandidos

republica dos bandidosO que vimos recentemente no Congresso Nacional em 15 de maio passado, quando o ministro da educação foi convocado para justificar a pequena contingência obrigatória de 3,4% do orçamento da educação, pode ser qualificado como uma clara perseguição ao governo que se esforça por trabalhar certo.

O governo apenas adequou os gastos as receitas existentes para cumprir a lei de responsabilidade fiscal. Perfeitamente de acordo com a legislação, já que não se pode gastar mais do que se arrecada.

A convocação só foi possível porque o Centrão, insatisfeito por não estar recebendo os benefícios do tipo toma lá dá cá, se aliou a oposição esquerdista para pressionar o governo e demonstrar força.

O Centrão já havia mostrado suas garras anteriormente.

Em primeiro lugar, lá na comissão mista que analisou a medida provisória da reforma ministerial e que decidiu recomendar para a votação em plenário, entre outras, que o Coaf deve sair do Ministério da Justiça e voltar para o Ministério da Economia.

O Centrão fez isso para dificultar ao máximo a investigação dos ladrões que movimentaram muito dinheiro ilícito nos antigos governos.

Em segundo lugar quando eles decidiram recomendar a recriação de dois ministérios da época do Temer. O das Cidades e o da Integração nacional, que haviam sido extintos para fechar a porta a corrupção. Uma clara e absurda interferência na administração do poder executivo.

Está claríssimo o interesse do Centrão em hostilizar o governo para que se submeta a corrupção em troca de apoio político. Não há outra explicação!

O Judiciário também não fica para trás. Em 25 de abril passado, o STF havia decidido que empresas de fora da Zona franca de Manaus que compram ali produtos isentos de IPI podem contabilizar como crédito tributário o valor deste imposto, como se o tributo tivesse sido pago no momento de sua compra.

A decisão poderá custar ao país cerca de R$ 50 bilhões, em um momento de queda de arrecadação e de esforço do governo em reduzir despesas e controlar gastos. Mais uma interferência nociva e na contramão do interesse nacional.

Por tudo isso, cabe aos eleitores do atual governo apoiá-lo neste momento difícil. Se a reforma da previdência não avançar com economia de no mínimo R$800 bi o déficit da previdência não será saneado como precisamos.

Sem um controle adequado, os investidores ficarão receosos em colocar mais de US$100 bi por ano no país para alavancar os negócios e as empresas.

Precisamos dos investimentos para eliminarmos de vez o desemprego e criar aqui uma onda de prosperidade e espantar essa crise de vez.

Para conseguirmos isso temos que apoiar o governo com firmeza. Não podemos nos comportar como muitos eleitores do tipo pé murcho que se apavoram ao menor sinal de dificuldade.

Muitos deles tem que rever sua posição. Não se pode mais andar em cima do muro como antes, com uma asa arrastando para a esquerda e só procurar a direita quando percebem que seus rendimentos, cargos e posições estão ameaçados pelos conspiradores socialistas e corruptos.

Muitos só votaram no Bolsonaro quando viram que a esquerda que apoiaram no passado iria lhes tomar tudo que tem. Só por isso.

Não adianta pedir moderação com aquele discurso politicamente correto, comedido, controlado, censurado, represado e medroso com receio de represálias. Este é justamente o comportamento defensivo que os esquerdistas e corruptos querem que seja adotado.

O momento agora é de enfrentar o inimigo que sempre agiu nas sombras. O momento é de pressionar e de meter a boca no Centrão, que controla em média 250 votos na câmara dos deputados e que está atrasando a votação das medidas provisórias e reformas.

O momento agora é para apoiar com firmeza o governo nas manifestações, e tentar corrigir com apoio popular a falha gravíssima do nosso povo que escolheu seu presidente, mas não lhe deu no Congresso os deputados e senadores necessários para aprovar os projetos do governo e mudar o país para melhor.

Infelizmente o povo também votou maciçamente nos mesmos corruptos e bandidos que formam o Centrão e que tem chantageado os governos eleitos desde FHC.

O momento também é para se evitar brigas internas entre os apoiadores do governo. Inúteis e desnecessárias.

O presidente não pode tudo sozinho. Os poderes são independentes.

No Legislativo a turma do toma lá dá cá têm a maioria dos votos, mas podem ser pressionados a votar certo. Eles também têm negócios e se o país for para o buraco eles também irão juntos.

Na alta cúpula do Judiciário, infelizmente, os bandidos têm conseguido sistematicamente se livrar da cadeia. Está aparelhado. Ainda levará algum tempo para termos maioria lá.

Ou apoiamos o governo e as reformas agora ou perderemos o poder Executivo. O único poder que sobrou para o povo.  Se o perdermos, infelizmente, teremos de volta e com muita força a inflação, a corrupção e a mentira. Aquilo que podemos denominar de a república dos bandidos.

Raimundo Oliveira

Cientista Social

Sobre Oliveira

I'm a Social Scientist interested to study and provide analysis of global relevant issues. I'm bachelor in Social Sciences at Federal Fluminense University, and also earned Logistics degree from Paulista University and postgraduate in Business Management at INPG / Castelo Branco University, Brazil. For professional contact send an email to rrsoliveira@hotmail.com
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