A China comunista e a adoção do capitalismo de estado

Uma das mudanças geopolíticas mais impactantes do século XX de consequências duradouras, sem dúvida alguma, foi a aproximação entre Estados Unidos e a República Popular da China na década de 70. A visita do presidente norte-americano Richard Nixon em 1972 foi uma importante iniciativa diplomática e estratégica que aproximou os dois países e explorou as estremecidas relações entre os dois gigantes comunistas: a União Soviética e a China.

Os dois países comunistas não estavam se entendendo bem desde meados dos anos 50. Em 1957 Mao Tsé-Tung rejeitou a proposta de Nikita Kruschev, líder máximo soviético da época, dirigida a todos os países comunistas, para que adotassem a convivência pacífica com o Ocidente capitalista, a fim de evitar os riscos de uma guerra nuclear; em 1958 os chineses rejeitaram o uso de seus portos pela marinha de guerra soviética, assim como a presença de quaisquer tropas estrangeiras em seu território; em 1959 os soviéticos cancelaram o fornecimento de tecnologia para desenvolvimento da bomba atômica chinesa e em 1960 retiraram todos os seus técnicos e especialistas do país; em 1962 os soviéticos ficaram neutros durante a curta guerra sino-indiana; em 1969 disputas territoriais entre soviéticos e chineses na região da ilha Damansky, no rio Ussuri, no extremo oriente, levou a um confronto armado grave entre as tropas dos dois países.

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O Que Nunca Te Contaram Sobre o Caso Daniella Perez, por Roberto Motta

Você assistiu a minissérie sobre o assassinato de Daniella Perez? Então deixa eu te contar uma história.

Em 1990 o Brasil vivia uma crise de criminalidade violenta.

Mais uma crise de crime.

A Lei dos Crimes Hediondos (8.072) daquele ano foi uma tentativa de responder à crise.

A lei enumerava os crimes considerados hediondos e determinava que, nesses casos, a pena do criminoso deveria ser cumprida integralmente em regime fechado. Ou seja, o criminoso deveria ficar preso de verdade.

Em 1992 a atriz Daniella Perez foi brutalmente assassinada a tesouradas. Apenas SETE ANOS depois o casal assassino já estava livre.

O crime – homicídio qualificado – não era considerado hediondo.

Em qualquer democracia ocidental os assassinos teriam sido condenados à morte ou à prisão perpétua. Mas o Brasil decidiu ser fofo com homicidas.

A mãe de Daniella, a novelista Gloria Perez, juntou 1 milhão de assinaturas para incluir homicídio qualificado na lista de crimes hediondos.

Ela conseguiu.

Durante anos a esquerda, liderada pelo PT, tentou, de todas as formas, derrubar essa lei.

Até que em 2006 três ministros do STF recém nomeados mudaram a posição do tribunal sobre o assunto. O STF, então, considerou inconstitucional a proibição de progressão de regime para os criminosos hediondos.

Criminosos hediondos ganharam o direito à progressão de regime após cumprir dois quintos da pena.

O sujeito estupra, tortura e mata com requintes de crueldade e, antes de cumprir metade da pena, já está de volta às ruas.

Isso não é tudo:

Puxe uma cadeira e sente para ouvir isso:

A decisão do STF foi proferida no julgamento de uma ação de habeas corpus a favor de O. de C.

O. era um estuprador.

Fora condenado por molestar sexualmente três crianças, entre seis e oito anos de idade.

A história não acaba aqui.

Depois de publicar esse texto algumas vezes, eu recebi uma mensagem no Instagram.

Era uma pessoa que se identificava como O. de C.

Ele se proclamava “defensor das liberdades dos criminosos presos”, e me ameaçava com um processo se eu continuasse a mencionar o nome dele.

É isso.

Esse é o país em que vivemos hoje.

Roberto Motta

Publicado no Boletim Oficial de Roberto Motta – Edição Nº45.

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O Silêncio e o Anestesista

Por Roberto Motta, publicado em 18/07/2022.

É preciso saber ouvir o silêncio. No caso do médico anestesista, preso após abusar de uma paciente na mesa de parto, o silêncio relevante é o da esquerda.

Em um país embrutecido por uma criminalidade onipresente, violenta e rotineira, o crime do médico desbravou fronteiras de repugnância e depravação.

As manifestações de repúdio foram quase universais.

Quase.

É preciso prestar atenção àqueles que se calaram. E preciso ouvir o silêncio ensurdecedor dos políticos de esquerda e das ONGs de “direitos humanos”.

Como explico no meu livro A Construção da Maldade, o sistema de justiça criminal do Brasil vem sendo destruído há mais de 40 anos. Esse é um projeto político e ideológico. Entre as forças que trabalham para a criação permanente de mais benefícios para os criminosos, e para o enfraquecimento das punições, está um consórcio do mal, formado pela extrema-esquerda, pelo narcotráfico e por organizações de apoio a bandidos, infiltradas em todas as instituições do Estado e da sociedade.  

Esse “consórcio” movimenta fortunas.

Para entender a destruição causada por essa turma, pense nisso: o Brasil é o país onde o estuprador tem direito à “visita íntima” na prisão.

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As ondas devastadoras da esquerda

A “primeira onda” da esquerda foi a Revolução Francesa. Acabou na ditadura do imperador Napoleão.

A segunda onda foi as Revoluções Russa e Chinesa. Acabou nos campos de concentração de Stalin e nos massacres de Mao Tsé-Tung.

A terceira onda é a Escola de Frankfurt, Gramsci, Adorno, Foucault, Saul Alinsky e a tomada do poder através da cultura.

A 4a onda é o sequestro de bandeiras sociais importantes por radicais de esquerda: direitos humanos, direitos das mulheres, defesa das minorias, proteção ambiental – tudo isso virou monopólio de marxistas revolucionários.

Os mesmos marxistas que, quando chegam ao poder, causam devastação ambiental e colocam minorias em campos de concentração.

Tudo o que assistimos hoje faz parte dessa 4a onda: ideologia de gênero, racismo do bem, censura nas redes, ideologia no ensino, ataques ao ocidente, ativismo judicial descontrolado e terror sanitário.

A 4a onda também será derrotada. E depois dela virá outra.

A utopia esquerdista – criar “igualdade” e “justiça social” através de totalitarismo, violência, censura, doutrinação, roubo e massacres – é um vírus que jamais será erradicado por completo.

Essa utopia é a desculpa perfeita – o veículo perfeito – para levar canalhas, psicopatas e assassinos ao poder.

Esse vírus estará sempre à espreita.

O preço da nossa liberdade sempre será a eterna vigilância contra ele.

Roberto Motta

Publicado no Telegram em 13/04/2022, conforme link a seguir.

https://t.me/RobertoMottaOficial/1374

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A importância da leitura por Roberto Motta

Quando você lê um bom autor, é como se você escutasse o pensamento de outra pessoa.

Não é só o conteúdo que importa, mas também a forma da escrita – as estruturas de linguagem utilizadas para articular pensamentos, sentimentos e impressões sobre o mundo que nos cerca.

Quando você lê um bom livro, você não aumenta só seu vocabulário; você aumenta também o seu arsenal de ferramentas usadas para articular, expressar e explicar aos outros a realidade que você percebe.

Isso é incrivelmente importante.

Tudo o que pensamos, nós pensamos em palavras. Escute seus pensamentos por alguns minutos: você está falando alto com você mesmo.

Nossos sentimentos e ações são primeiro expressos em palavras, antes que se tornem realidade. O que nós não conseguimos articular, nós não conseguimos entender. O que nós não conseguimos articular, nós não conseguimos criar.

As palavras são o principal veículo do auto conhecimento. Além disso, a literatura – a boa literatura – nos dá uma janela para a experiência de vida dos outros. Ela nos permite desenvolver o que se chama de imaginação moral, a capacidade de compreender experiências vividas por terceiros sem que nós tenhamos, um dia, vivido essas mesmas experiências.

Por isso é importante ler também literatura de ficção – contos e romances. Um bom romance é sempre criado a partir de fatias da realidade e da experiência do seu autor.

A boa literatura funciona, ao mesmo tempo, como um espelho da nossa experiência e como um tutor, um guia que nos leva por caminhos que, na nossa própria experiência e rotina, nós nunca iríamos percorrer.

Por tudo isso, ler é uma experiência completamente diferente de assistir a um filme ou ouvir um podcast. A atividade de leitura exercita e desenvolve a construção de estruturas lógicas de pensamento que permanecerão depois que o conteúdo da leitura – que a narrativa – já tiver sumido de nossa memória.

Ler é muito mais do que acompanhar uma história ou uma descrição de fatos ou argumentos. Ler é exercitar as funções cognitivas mais importantes para o nosso desenvolvimento intelectual, social e emocional.

Gostar de ler é uma dádiva, mas é um gosto que pode ser desenvolvido.

Leia mais. Leia muito. Leia sempre.

Roberto Motta

Publicado no Telegram em 19/04/2022, conforme link a seguir.

https://t.me/RobertoMottaOficial/1391

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Repressão ao povo uigur na China

A seguir importante mensagem de Leandro Ruschel publicada no Tweeter em 25/05/2022 informando detalhes estarrecedores da feroz repressão da ditadura comunista ao povo uigur na China:

“A militância de redação brasileira não demonstrou nenhum interesse no bombástico vazamento de arquivos chineses sobre a repressão ao povo uigur na China, onde centenas de milhares de pessoas estão sendo presas em campos de “reeducação” do PCC.

Os arquivos foram hackeados de servidores da polícia de Xinjinag, onde a repressão acontece, e repassados ao Dr. Adrian Zenz, da Fundação das Vítimas do Comunismo (@VoCommunism). A BBC recebeu esse material no começo do ano e comprovou a sua autenticidade.

A ditadura comunista chinesa tenta há anos desmentir os crimes contra a humanidade praticados em Xinjiang, que pode se enquadrar como genocídio pela legislação internacional, já que o objetivo da operação é acabar com a etnia Uigur, através até mesmo de esterilizações forçadas.

Os documentos hackeados mostrou que de fato os campos não são “escolas”, como afirmam as autoridades chinesas, mas sim campos de concentração, onde os guardas recebem ordens de atirar para matar, em caso de tentativa de fuga.

Além de fotos dos detentos, há planilhas com nomes e os supostos crimes que o levaram aos campos, como, por exemplo, estudar as escrituras islâmicas, ou pregar o islã. Em outros casos, acusações genéricas como “distúrbio social” levam a penas de até 25 anos.

Deixar crescer a barba por motivos religiosos também é apontado como motivo para prisão. O homem da foto abaixo ficou preso por 16 anos e 11 meses por esse motivo, segundo os registros.

Apenas no condado de Shufu, o Dr. Zenz contabilizou 22.762 residentes que foram aprisionados, representando 12% da população adulta, entre 2017 e 2018. Se a proporção for mantida para toda a região, a projeção é de 1,2 milhões de uigures presos apenas nestes anos.

Algumas fotos deixam claro que os espaços não são “escolas, mas sim prisões”.

Em documentos encontrados nesses servidores, está discurso de Zhao Kezhi, ministro da Segurança Pública, afirmando que dois milhões de pessoas haviam sido infectados por “pensamento extremista” em Xinjiang, e que o Xi Jinping havia dado instruções para construção de novos campos.

Em pleno século XXI, há uma limpeza étnica em curso, levado a cabo por ditadura comunista. Onde estão as empresas “ESG”, que são muito rápidas em denunciar supostos problemas sociais no Ocidente, e se calam diante de GENOCÍDIO praticado por governo com o qual mantém negócios?”

Material completo pode ser encontrado em https://xinjiangpolicefiles.org .

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Uma Breve História das Revoluções

A Seguir mais um brilhante texto de Roberto Motta publicado no Twitter e no Telegram em 16/04/2022.

Partidos comunistas e socialistas trabalham pela implantação do socialismo e do comunismo, que são dois nomes para a mesma ideologia nefasta. Essa é a essência da esquerda.

O termo esquerda vem das posições em que se sentavam os grupos políticos nas reuniões dos Estados Gerais na França, em 1789.

Quem era a favor do Rei no poder sentava-se à direita. Quem era a favor da mudança – da revolução – sentava-se à esquerda.

Vem daí a associação da expressão esquerda com mudança e revolução. Mas mudanças nem sempre são para melhor.

O maior exemplo vem da própria Revolução Francesa, que começou com Liberdade, Igualdade e Fraternidade e terminou em uma matança generalizada.

A revolução cortou os pescoços dos seus próprios filhos. Isso SEMPRE acontece nas revoluções de esquerda.

Falemos de revoluções. A mais antiga talvez tenha sido a que gerou a Magna Carta, na Inglaterra.

Não foi propriamente uma revolução; um grupo de senhores feudais produziu um documento limitando o poder do rei.

Não houve sangue e nem rolar de cabeças, mas criaram-se as bases de sociedades livres e modernas.

Alguns anos depois aconteceu a Guerra Civil Inglesa, na qual as forças do Parlamento lutaram contra as forças do Rei. O Rei foi derrotado e decapitado, e Oliver Cromwell foi proclamado lorde protetor.

Mas a República inglesa durou pouco, e foi seguida pela restauração da Monarquia e, alguns anos depois pela Revolução Gloriosa em 1688, que consolidou o Parlamento como principal força política.

Talvez a revolução mais importante da história tenha sido a Revolução Americana.

As 13 colônias inglesas da América do Norte, depois de protestar durante anos contra as medidas restritivas da liberdade e o aumento de impostos, resolveram se libertar da Inglaterra.

A declaração de independência americana, escrita em 1776, inspirou e ainda inspira o sonho de liberdade ao redor do mundo. Russel Kirk diz que ele é o documento conservador mais bem-sucedido da história da humanidade.

A próxima revolução na nossa lista é a Revolução Russa de 1917.

Marx previu que o comunismo eclodiria nos países industrializados, como consequência da exploração do sistema capitalista e do empobrecimento dos trabalhadores.

Mas a revolução explodiu na Rússia, um país atrasado e agrário, como consequência do regime tirânico dos Czares e das atividades revolucionárias de ativistas como Lenin, auxiliados por outros países.

Lenin estava exilado em Paris e foi levado de volta à Rússia em um vagão de trem blindado fornecido pela Alemanha. A Europa estava no meio da Primeira Guerra Mundial, e interessava à Alemanha que a Rússia se retirasse do conflito. Por isso a Alemanha ajudou Lênin.

Que erro monstruoso. A tirania dos Czares foi substituída pela tirania vermelha, e o mundo nunca mais foi o mesmo.

A próxima revolução foi a Chinesa. O comunista Mao Tsé-Tung conquistou o poder em 1949, após derrotar os nacionalistas liderados por Chiang Kai-Check.

Chiang Kai-Check também não era flor que se cheire; era um líder com tendências autoritárias, que acabou fugindo com suas tropas para Taiwan, onde criou um regime baseado em repressão política.

Até hoje, no mundo inteiro, o comunismo significou terror, opressão, morte e destruição para milhões de pessoas. O comunismo não foi, como Marx previa, implantado nos países desenvolvidos, mas sim em países atrasados econômica e politicamente. E SEMPRE fracassou.

Esse fracasso foi o resultado das contradições de um sistema que pregava a igualdade e a solidariedade, mas que sempre criou uma pequena casta que vivia vida de luxo e poder enquanto a maioria permanecia escravizada, ignorante e faminta.

O economista húngaro Janos Kornai diz que a pobreza, a grande desigualdade, a opressão brutal e a guerra seguidos por uma profunda crise na sociedade, é que provocam a revolução e permitem aos comunistas chegar ao poder.

“O fato histórico é que nenhum sistema socialista jamais foi colocado no poder por forças internas, em qualquer país capitalista desenvolvido”, diz Janos Kornai (1). Em outras palavras: nenhum povo jamais escolheu o comunismo. Ele sempre foi imposto.

Depois das revoluções comunistas nada muda. Diz Janos: “fica claro que o socialismo não tem nenhuma superioridade sobre o sistema capitalista em tornar realidade valores como igualdade e solidariedade”.

E acrescenta: “em relação a outros valores fundamentais, como bem-estar social, eficiência e liberdade, o sistema socialista não chega nem perto das realizações dos sistemas capitalistas modernos e desenvolvidos”.

Comunismo e socialismo são fraudes intelectuais, que só chegam ao poder – e se mantém lá – através de mentiras, opressão e tirania. E isso precisa ser denunciado, e explicado, todos os dias.

Roberto Motta.

(1) Kornai, Janos. The Socialist System, Princeton University Press, 1992, p.28

Link da publicação no Telegram em 16/04/2022.

https://t.me/RobertoMottaOficial/1383

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Um pouco sobre a história da França e o poder negativo de algumas ideias

A seguir texto de Roberto Motta publicado no Twitter em 12/04/2022.

Falando de França: Uma mentira repetida mil vezes vira verdade. Qualquer ideia, por mais absurda e equivocada que seja, quando apresentada como a única versão oficial, e repetida incessantemente na mídia, na cultura e nas escolas, acaba penetrando na consciência de uma nação.

E pode conduzi-la ao desastre. Veja a França. Depois da Primeira Guerra Mundial, as escolas francesas desempenharam um papel-chave na supressão de fatos desagradáveis sobre o conflito, tudo em nome do “pacifismo”.

Os livros de história foram reescritos para eliminar qualquer “inspiração bélica”, em um esforço liderado pelo principal sindicato de professores. Foi o “desarmamento moral”.

Não se podia mais falar sobre as batalhas, sobre o heroísmo dos combatentes ou sobre os sacrifícios feitos para proteger a nação francesa. O resultado foi uma geração inteira educada para esquecer o patriotismo e considerar os combatentes de ambos os lados como “vítimas”.

O resultado foi que a França, que na Primeira Guerra Mundial lutara bravamente durante quatro anos, na Segunda Guerra se rendeu aos alemães após apenas seis semanas de luta.

Pierre Laval, o segundo homem no comando do exército francês, disse ao líder sindical André Delmas: “Você é parcialmente responsável pela derrota da França”.

Nunca menospreze o poder das ideias. Hoje, as democracias ocidentais são dominadas pelo politicamente correto.

Somos todos reféns de uma agenda ideológica que nos joga uns contra os outros, glamouriza a ignorância e a pobreza, promove a indolência e a dependência do Estado, e oficializa em lei a tolerância com o crime e a corrupção.

Quando vierem te falar sobre o Estatuto do desarmamento, quando vierem te dizer que o traficante é um pobre coitado e, ao mesmo tempo, que pessoas devem ser presas apenas por suas opiniões, lembre-se da França. Nunca, nunca menospreze o poder das ideias.

Fonte: Mona L. Siegel, The Moral Disarmament of France: Education, Pacifism, and Patriotism, 1914-1940, p. 217.

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Caso Daniel Silveira e análise de Thaméa Danelon

Transcrevo a seguir análise da Drª Thaméa Danelon, Professora de processo penal e Procuradora da República sobre o caso Daniel Silveira publicada no Twitter em 21/04/2022. Ela utilizou apenas 10 pontos, de forma simples, objetiva e direta ao assunto.

1) IMUNIDADE PARLAMENTAR: ele não poderia ser preso, processado e condenado por crimes cometidos pela PALAVRA, por conta da Imunidade Parlamentar prevista no Art. 53, CF, que abrange as opiniões, palavras e votos.

2) QUEBRA DE DECORO: Devido ao excesso de sua fala, configuraria quebra de decoro parlamentar, a ser apreciada apenas pela Câmara dos Deputados.

3) NÃO HAVIA FLAGRANTE: parlamentares só podem ser presos em flagrante delito de crime inafiançável, o fato do vídeo estar no ar não torna o crime em flagrante. Os crimes também não são inafiançáveis, pois, posteriormente, foi concedida fiança.

4) PRISÃO EM FLAGRANTE DURA APENAS 24h: no prazo de 24h o preso em flagrante deve ser solto ou sua prisão convertida em Prisão Preventiva. Como Deputados não podem ser presos preventivamente, ele deveria ter sido solto, e não ficar preso em flagrante por meses.

5) NÃO CABIMENTO DE TORNOZELEIRA: essa medida cautelar visa SUBSTITUIR uma Prisão Preventiva. Mas como Deputados não podem ser presos preventivamente, também não caberia a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

6) ANÁLISE DA CÂMARA: a Câmara dos Deputados deveria analisar a possibilidade de aplicação de medidas cautelares (tornozeleiras e outras) ao Parlamentar.

7) CERCEAMENTO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: ninguém pode ser tolhido em utilizar redes sociais e conceder entrevistas, principalmente os Parlamentares, pois a função precípua desse cargo é “parlar”.

8) NÃO HÁ MULTA DIÁRIA NO PROCESSO PENAL: não há essa previsão no rol das cautelares diversas da prisão. O descumprimento de medida cautelar poderá ensejar a Prisão Preventiva (e não multa diária); mas Deputados não podem ser presos preventivamente.

9) IMPEDIMENTO DE RÉU ACOMPANHAR SEU JULGAMENTO: ninguém pode ser impedido de acompanhar seu próprio julgamento, sob pena de violação do Princípio Constitucional da Ampla Defesa.

10) SUSPEIÇÃO DE JUIZ: o Ministro que é vítima de um crime não pode ser o julgador, diante da suspeição e também violação do Princípio Acusatório.

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O estado conservador x estado esquerdista

Defendo um Estado focado em funções essenciais, um livre mercado sem intervenção estatal, liberdade de opinião, liberdade de associação política, responsabilidade individual, respeito aos direitos à vida e à legítima defesa armada, respeito à propriedade privada e menos impostos.

O esquerdista defende um estado gigante, autoritário e onipresente, uma economia controlada e planejada, censura, “desarmamento” civil, “socialização” da propriedade privada, confisco da riqueza através de impostos e um regime político de partido único.

Todas as vezes na história em que uma nação apostou nas coisas que eu defendo, o resultado foi riqueza, prosperidade e liberdade. Todas as vezes em que se seguiu a receita da esquerda, o resultado foi fome, miséria, atraso, repressão e genocídio.

A minha posição e a posição do esquerdista não são moralmente equivalentes. Não se trata de uma simples questão de opinião, um debate entre o lado A e o lado B. Minha posição é apoiada em fatos históricos que podem ser facilmente comprovados por uma rápida pesquisa.

Por isso, quem insiste na receita da esquerda, insiste na fraude, na mentira e na narrativa utópica e fantasiosa – e, no final de tudo, assassina – que vai contra o que a história documenta com fartura de trágicos exemplos.

Roberto Motta

Publicado no Twitter em 08/04/2022.

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